π: E eu devo ter ficado com aquele olhar de "quero matar alguém" quando na verdade tava com raiva era de mim mesma... Mas é isso que vocês fazem, não é? O objetivo na vida de um cara é pegar um número tão absurdo de mulheres que no final da vida ele não consiga mais contar nos dedos.
Depois dessa, não consegui mais me concentrar nas promoções coloridas, me rendi logo ao assunto da conversa:
B: Depende... Eu acho que você merece um cara que goste muito de você e que queira só você. Nada menos que isso.
π: Mas... mas todo mundo merece isso. Ou eu to sendo ingênua demais? Pra não dizer burra...
B: É, você ta sendo um pouquinho ingênua sim, mas isso é normal, entende? Você, mais que qualquer pessoa que eu conheçi, merece alguém que queira você e mais ninguém e que goste de você de verdade.
π: Obrigada, isso é.... revigorante. Uh, acho que não é essa a palavra.
De repente, a garota me lançou um olhar inquisitivo. A expressão que eu fazia enquanto ouvia deve ter me delatado. Voltei a correr os olhos pelo encarte do supermercado, como se pedisse desculpas pelo erro.
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sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Como um pêndulo - parte 5
O garoto beirando os 19, porém ainda garoto, sorri passando a mão na barriga enquanto seus colegas carneirinhos riem juntos depois da piada machista.
ELA faz cara feia e não ri, ao contrário de suas "colegas" interessadas no garoto de 19.
ELE faz que não com a cabeça baixa para a folha em sua carteira, não era um dos carneirinhos.
ELA (levanta uma das sobrancelhas): humpf!
ELE olha para cima, com medo de que ELA fosse mais uma daquelas feministas radicais.
ELA: Meu humor ta péssimo hoje... (como quem se desculpa)
ELE (sorri): gostei do seu humor...
ELA faz cara feia e não ri, ao contrário de suas "colegas" interessadas no garoto de 19.
ELE faz que não com a cabeça baixa para a folha em sua carteira, não era um dos carneirinhos.
ELA (levanta uma das sobrancelhas): humpf!
ELE olha para cima, com medo de que ELA fosse mais uma daquelas feministas radicais.
ELA: Meu humor ta péssimo hoje... (como quem se desculpa)
ELE (sorri): gostei do seu humor...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Como um pêndulo - parte 4 - Hercules
Antes que mais gente comece a perguntar quem é Ele, prestem atenção:
Ele NÃO existe!
Muito menos Ela!
ainda bem...
E me perguntam "então de onde é que você tira essas coisas?"
e eu respondo "da minha cabeça!"
e me pressionam "mas de onde vem a inspiração?"
bom, dessa vez veio assistindo Hercules... sim, o desenho do Hercules.
...férias...¬¬'
Ele (olha para o nada): Quando eu era criança, eu queria ser exatamente igual às outras pessoas.
Ela (com um sorriso de escárnio): Queria ser mesquinho e desonesto?
Ele: Nem todo mundo é assim.
Ela (vira, cruzando os braços): Claro que é...
Ele (volta os olhos para trás, onde Ela se encontra ainda de costas, e de cabeça baixa): Você não é assim.
Ela (pisca os olhos confusa com a proximidade dEle): Como pode saber?
Ele: Eu só sei que... você é a pessoa mais incrível... de tornozelos fracos que eu já conheci.(acrescenta isso rindo pra que Ela não ficasse sem graça).
Ela sorri sem notar. Mas quando nota, fecha a cara e abaixa a cabeça, como se tivesse cometido um erro.
Ele se curva para chegar aos olhos dEla que haviam se escondido atrás da franja.
Ele: Com você eu... não me sinto tão... só..
Ela continua sem sorrir, se afasta dele e senta no banco: Às vezes é melhor ficar só.
"Às vezes é melhor ficar só..."
O limite agora deveria estar concreto.
Ele: Como assim?
Não. Ele ainda parecia ter esperanças.
Ela: Pra evitar o sofrimento.
Ele: Eu nunca... faria você sofrer.
Ele achou que havia entendido.
Ela: EU não quero fazer você sofrer...
Nessa hora Ele foi inclinando, lentamente. As palavras atrapalhadas e apressadas que Ela balbuciava foram ignoradas.. Ele já tinha ouvido tudo antes. Era besteira... pra Ele.
Ela era persistente em manter o foco: Então... vamos fazer um favor a nós dois e... parar com isso... porque... senão nós vamos... só...
Ele estava com vantagem. Estava feito. Ele já havia vencido.
Ele NÃO existe!
Muito menos Ela!
ainda bem...
E me perguntam "então de onde é que você tira essas coisas?"
e eu respondo "da minha cabeça!"
e me pressionam "mas de onde vem a inspiração?"
bom, dessa vez veio assistindo Hercules... sim, o desenho do Hercules.
...férias...¬¬'
Ele (olha para o nada): Quando eu era criança, eu queria ser exatamente igual às outras pessoas.
Ela (com um sorriso de escárnio): Queria ser mesquinho e desonesto?
Ele: Nem todo mundo é assim.
Ela (vira, cruzando os braços): Claro que é...
Ele (volta os olhos para trás, onde Ela se encontra ainda de costas, e de cabeça baixa): Você não é assim.
Ela (pisca os olhos confusa com a proximidade dEle): Como pode saber?
Ele: Eu só sei que... você é a pessoa mais incrível... de tornozelos fracos que eu já conheci.(acrescenta isso rindo pra que Ela não ficasse sem graça).
Ela sorri sem notar. Mas quando nota, fecha a cara e abaixa a cabeça, como se tivesse cometido um erro.
Ele se curva para chegar aos olhos dEla que haviam se escondido atrás da franja.
Ele: Com você eu... não me sinto tão... só..
Ela continua sem sorrir, se afasta dele e senta no banco: Às vezes é melhor ficar só.
"Às vezes é melhor ficar só..."
O limite agora deveria estar concreto.
Ele: Como assim?
Não. Ele ainda parecia ter esperanças.
Ela: Pra evitar o sofrimento.
Ele: Eu nunca... faria você sofrer.
Ele achou que havia entendido.
Ela: EU não quero fazer você sofrer...
Nessa hora Ele foi inclinando, lentamente. As palavras atrapalhadas e apressadas que Ela balbuciava foram ignoradas.. Ele já tinha ouvido tudo antes. Era besteira... pra Ele.
Ela era persistente em manter o foco: Então... vamos fazer um favor a nós dois e... parar com isso... porque... senão nós vamos... só...
Ele estava com vantagem. Estava feito. Ele já havia vencido.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Como um pêndulo - parte 3
Ele: acredite, você vai enjoar de mim.
(eu to enjoando é de ver esses dois com essa babaquice.)
Ela: É mais fácil VOCÊ enjoar de mim.
(urghh)
Ele: impossível.
As risadas param.
Ela: esqueceu do meu senso possessivo meio estranho?
Ele: isso não existe.
Ele respondeu rápido demais.
Ela: Existe sim! Você ainda não me viu nas minhas... crises.
Ele: ta bom, se isso realmente existe, eu espero não esquecer.
Ela fica de boca aberta como se tivesse levado um tapa na cara.
Ela: é bom que você não esqueça mesmo... pra não cometer o erro de falar comigo de novo. Afinal é aquela coisa de sempre.. me dão a mão e eu quero o braço inteiro.
...
Ele: eu não quis dizer isso.. quis dizer que... que se um dia você ficar possessiva comigo.. eu não vou querer esquecer.
....
Ela: Ah.
(que boba.)
Ela: Não diga isso.
Ele: por que?
Ela: por que você vai se arrepender depois... quando eu ficar... grudenta e irritante.
(minha filha, você já está sendo!)
Ele: você devia parar com isso, eu realmente acho que é impossível que você fique assim. Você mesma diz que odeia gente grudenta..
...
Ela fica muda. Talvez ele tivesse razão.
Ele: e eu já te vi nas suas crises..
Ela: não viu nã.. É.. viu sim.
(eu to enjoando é de ver esses dois com essa babaquice.)
Ela: É mais fácil VOCÊ enjoar de mim.
(urghh)
Ele: impossível.
As risadas param.
Ela: esqueceu do meu senso possessivo meio estranho?
Ele: isso não existe.
Ele respondeu rápido demais.
Ela: Existe sim! Você ainda não me viu nas minhas... crises.
Ele: ta bom, se isso realmente existe, eu espero não esquecer.
Ela fica de boca aberta como se tivesse levado um tapa na cara.
Ela: é bom que você não esqueça mesmo... pra não cometer o erro de falar comigo de novo. Afinal é aquela coisa de sempre.. me dão a mão e eu quero o braço inteiro.
...
Ele: eu não quis dizer isso.. quis dizer que... que se um dia você ficar possessiva comigo.. eu não vou querer esquecer.
....
Ela: Ah.
(que boba.)
Ela: Não diga isso.
Ele: por que?
Ela: por que você vai se arrepender depois... quando eu ficar... grudenta e irritante.
(minha filha, você já está sendo!)
Ele: você devia parar com isso, eu realmente acho que é impossível que você fique assim. Você mesma diz que odeia gente grudenta..
...
Ela fica muda. Talvez ele tivesse razão.
Ele: e eu já te vi nas suas crises..
Ela: não viu nã.. É.. viu sim.
Como um pêndulo - parte 2
Ela: tudo aconteceu tão rápido..
(por que Ela havia mudado de assunto tão de repente?)
Ele: éé! Nem me lembro direito do que a gente tava falando da primeira vez!
Ele parecia estar feliz com a rapidez de tudo.. mal percebeu o que Ela realmente queria falar.
Ela: sabe o que as pessoas dizem, né? "O que vem rápido vai embora rápido".
...
Ele achou que havia entendido onde Ela queria chegar:
eu não vou embora tão cedo.
...
Ela abaixa a cabeça e sorri. Parecia estar segura agora, ouvir aquilo era bom, mas logo vira o rosto como um reflexo de culpa.
Ele: quer dizer... EU não vou embora.
Ela: eu também não quero ir.. mas... mas você sabe como eu sou.
Ele: Como assim?
Ela lutava para falar enquanto Ele lutava para entender.
Ela: Você sabe como eu sou.. inconstante.. Essa é uma boa palavra pra mim.
Ela fala isso rindo com um certo humor negro.
Ele abaixa a cabeça: é, eu sei.
Silêncio. Ela estragara tudo.
Ele levanta do banco, um pouco aborrecido:
Você pensa demais.
...
Ela olha para os sapatos reconhecendo a culpa:
E pensar muito enlouquece.
Ele não podia deixar que Ela escapasse assim tão facilmente.
Logo a puxa do banco e ri para distraí-la novamente:
E desde quando você NÃO é louca?
Pronto, conseguiu. Parecia ser tão fácil fazer com que Ela sorrisse.
(por que Ela havia mudado de assunto tão de repente?)
Ele: éé! Nem me lembro direito do que a gente tava falando da primeira vez!
Ele parecia estar feliz com a rapidez de tudo.. mal percebeu o que Ela realmente queria falar.
Ela: sabe o que as pessoas dizem, né? "O que vem rápido vai embora rápido".
...
Ele achou que havia entendido onde Ela queria chegar:
eu não vou embora tão cedo.
...
Ela abaixa a cabeça e sorri. Parecia estar segura agora, ouvir aquilo era bom, mas logo vira o rosto como um reflexo de culpa.
Ele: quer dizer... EU não vou embora.
Ela: eu também não quero ir.. mas... mas você sabe como eu sou.
Ele: Como assim?
Ela lutava para falar enquanto Ele lutava para entender.
Ela: Você sabe como eu sou.. inconstante.. Essa é uma boa palavra pra mim.
Ela fala isso rindo com um certo humor negro.
Ele abaixa a cabeça: é, eu sei.
Silêncio. Ela estragara tudo.
Ele levanta do banco, um pouco aborrecido:
Você pensa demais.
...
Ela olha para os sapatos reconhecendo a culpa:
E pensar muito enlouquece.
Ele não podia deixar que Ela escapasse assim tão facilmente.
Logo a puxa do banco e ri para distraí-la novamente:
E desde quando você NÃO é louca?
Pronto, conseguiu. Parecia ser tão fácil fazer com que Ela sorrisse.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Como um pêndulo
Ela (depois de um certo tempo pensando): você não é de falar muito, né?
...
Ele levanta a cabeça e arregala os olhos sem acreditar que ela estava alí, atacando-o de novo.
Ela percebe que sua tentativa de fazê-lo rir foi frustrada, ele deveria estar magoado agora... Ele se importava mais do que ela pensava.
Ele olha pra baixo. Ela também.
...
Ele: Você também não!
...
Ela (sorri ainda olhando pra baixo): estamos ferrados!
...
Ele levanta a cabeça e arregala os olhos sem acreditar que ela estava alí, atacando-o de novo.
Ela percebe que sua tentativa de fazê-lo rir foi frustrada, ele deveria estar magoado agora... Ele se importava mais do que ela pensava.
Ele olha pra baixo. Ela também.
...
Ele: Você também não!
...
Ela (sorri ainda olhando pra baixo): estamos ferrados!
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