segunda-feira, 26 de julho de 2010

Como um pêndulo - parte 4 - Hercules

Antes que mais gente comece a perguntar quem é Ele, prestem atenção:
Ele NÃO existe!
Muito menos Ela!
ainda bem...
E me perguntam "então de onde é que você tira essas coisas?"
e eu respondo "da minha cabeça!"
e me pressionam "mas de onde vem a inspiração?"
bom, dessa vez veio assistindo Hercules... sim, o desenho do Hercules.
...férias...¬¬'

Ele (olha para o nada): Quando eu era criança, eu queria ser exatamente igual às outras pessoas.
Ela (com um sorriso de escárnio): Queria ser mesquinho e desonesto?
Ele: Nem todo mundo é assim.
Ela (vira, cruzando os braços): Claro que é...
Ele (volta os olhos para trás, onde Ela se encontra ainda de costas, e de cabeça baixa): Você não é assim.
Ela (pisca os olhos confusa com a proximidade dEle): Como pode saber?
Ele: Eu só sei que... você é a pessoa mais incrível... de tornozelos fracos que eu já conheci.(acrescenta isso rindo pra que Ela não ficasse sem graça).
Ela sorri sem notar. Mas quando nota, fecha a cara e abaixa a cabeça, como se tivesse cometido um erro.
Ele se curva para chegar aos olhos dEla que haviam se escondido atrás da franja.
Ele: Com você eu... não me sinto tão... só..
Ela continua sem sorrir, se afasta dele e senta no banco: Às vezes é melhor ficar só.
"Às vezes é melhor ficar só..."
O limite agora deveria estar concreto.
Ele: Como assim?
Não. Ele ainda parecia ter esperanças.
Ela: Pra evitar o sofrimento.
Ele: Eu nunca... faria você sofrer.
Ele achou que havia entendido.
Ela: EU não quero fazer você sofrer...
Nessa hora Ele foi inclinando, lentamente. As palavras atrapalhadas e apressadas que Ela balbuciava foram ignoradas.. Ele já tinha ouvido tudo antes. Era besteira... pra Ele.
Ela era persistente em manter o foco: Então... vamos fazer um favor a nós dois e... parar com isso... porque... senão nós vamos... só...
Ele estava com vantagem. Estava feito. Ele já havia vencido.

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