quinta-feira, 15 de julho de 2010

Terra em Transe

"Eu o seguindo sempre e me perdendo sem nada a fazer nestes dias inúteis e vazios em Eldorado. Um inferno Eldorado. Um inferno me frustrando e me envelhecendo, era assim."
"Somos radicais e extremistas na juventude"
"Você me permite pelo menos isso? Você me permite escolher meus próprios caminhos?"
"A morte nos construindo, florindo, devorando. Convivemos com a morte. Dentro de nós a morte se converte, em tempo diário, em derrota do quanto empregamos, ao passo que vamos, recuamos."
"Engraçado? Eu? Eu sou um trágico!"
"É que nossas famílias 'chegou' nessas 'terra', já tem mais de vinte 'ano'. E a gente cultivou as 'terra', plantou nela e as 'mulher' da gente pariu nessas 'terra'. Agora, a gente não pode deixar as 'terra' só porque 'apareceu' uns 'dono', vindo de não sei da onde, trazendo um papel do crtório e dizendo que as 'terra' é dele."
"A gente tem que gritar!
Gritar com o que?
Com o que sobrar da gente, com os ossos, com tudo!
Cala a boca, você e sua gente não sabe de nada!"
"A fraqueza, gente fraca, sempre gente fraca e com medo."
"A praça é do povo como o céu é do condor,
Já dizia o poeta dos escravos, lutador."
"Não precisamos de heróis!"
"Um dia, quando for impossível impedir que os famintos me devorem, então veremos que a falta de coragem, a falta de decisão..."
"A política e a poesia são demais para um só homem..."
"Não me causam os crepúsculos a mesma dor da adolescência. Devolvo tranquilo à paisagem, os vômitos da experiência..."
"A poesia não tem sentido... Palavras... As palavras são inúteis..."
"Eu trazia uma forte amargura dos encontros perdidos e outra vez me perdia no fundo dos meus sentidos. Eu não acreditava em sonhos, em mais nada. Apenas a carne me ardia e nela eu me encontrava."
"Antes eu queria mudar... E se mudarmos?
Mudar, pra quê? Ir pra onde? E com que armas eu vou mudar?"
"Os ricos nunca pensam que um dia podem acordar pobres."
"Todos são muito simpáticos desde que ninguém os ameace."
"Os extremistas criaram a mística do povo, mas o povo não vale nada. O povo é cego e vingativo. Se derem olhos ao povo, o que fará o povo? Onde está a sua consciência?"
"Estamos podres pelos crimes que cometemos..."
"A morte como fé, não como temor!"
"A culpa não é do povo, mas saem correndo atrás do primeiro que aparece com uma espada e uma cruz."
"A minha loucura é a minha consciência, e a minha consciência está aqui no momento da verdade, na hora da decisão, na luta, mesmo na certeza da morte!"

trechos do filme "Terra em transe", 1967 de Glauber Rocha
(obrigada Gustavo ;D)
(sim, eu fiquei com um papelzinho na mão, parando o filme pra anotar as falas.. ¬¬')

2 comentários:

  1. Disponha ^^
    Sessão Glauber Rocha, alguém topa?

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  2. tooooopo, mas antes tem a sessão eclipse (depois de finalmente ter tido sucesso com meu poder de convencimento... vcs ainda vão assistir -n q seja bom) seguido de uma sessão de jogos mortais (troca justa)

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